Teoria dos Jogos

Quem nunca ouviu falar de Teoria dos Jogos poderá pensar que se trata de alguma teoria informática relacionada com jogos de computador, porém, quem viu o filme “Uma Mente Brilhante” poderá eventualmente fazer uma ideia do que se trata. A Teoria dos Jogos é uma área da Matemática que estuda as melhores estratégias a adoptar em determinados “jogos”. O “jogo”, nesta teoria, não contém necessariamente divertimento, trata-se de uma disputa entre vários indivíduos (jogadores) que têm um objectivo comum. Os jogadores podem adoptar diferentes estratégias para tentarem alcançar o seu objectivo, pelo que a questão fundamental com que cada um se depara é sobre qual a melhor estratégia a escolher. Como podem imaginar, em muitos casos é possível fazer uma descrição matemática do problema e da sua análise é possível encontrar a melhor estratégia.

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John Nash (1928 – ?). Matemático norte-americano que trabalhou na Teoria dos Jogos. No filme “Uma Mente Brilhante” é descrita parte da sua biografia, a qual inclui a luta contra a esquizofrenia.  Ganhou em 1994 o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel (não existe Prémio Nobel da Economia; este prémio usa fundos do Banco Central da Suécia).

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Memória – Parte III

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Na Parte I introduzi conceitos gerais sobre a memória, dando ênfase ao caso emblemático do paciente H.M.; na Parte II discuti em maior detalhe a memória explícita; e, finalmente, nesta Parte III vou debruçar-me sobre a memória implícita.

Como referido na Parte I, a memória implícita não depende de esforço consciente para ser recordada: um tenista, por exemplo, não precisa de durante o jogo recordar-se como jogou nos treinos, para que a prática adquirida nos treinos se espelhe na sua forma de jogar. Essa “prática adquirida” é uma memória implícita. Este tipo de memória não pode ser expresso em palavras, sendo a sua existência antes verificável através da performance do indivíduo numa tarefa motora e/ ou perceptual.

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