Ciência versus Religião

God-and-scientist

 

Já aqui falei sobre ciência e religião (ver os Mal-entendidos sobre Ciência e Religião), mas ficou muito por dizer. Irei aqui continuar essa divagação. Assim, este artigo terá também um cunho bastante pessoal. Mais uma vez convido o leitor a comentar, principalmente se encontrar incoerências ou algo com que não possa concordar. (Neste texto, as religiões em foco serão principalmente o cristianismo, judaísmo e islamismo.)

A curiosidade é uma característica intrínseca ao ser humano que se manifesta nas questões em que pensamos. As questões são em geral sempre as mesmas, o que difere são as respostas. Uma questão sem resposta representa algo que desconhecemos, que não controlamos e que por isso tememos. Torna-se então necessário inventar uma resposta para que nos possamos iludir que temos controlo sobre aquilo que receávamos. Este é o papel da religião; ou melhor, das religiões, porque é sempre possível inventar várias respostas diferentes. Em contraste, se apenas aceitarmos como verdade aquilo que podemos provar e verificar com base na lógica e na natureza, descobrimos a ciência (que é necessariamente única).

Um teísta que tenha lido o que escrevi em cima pensará que sou um ateu que ainda não encontrou a “verdade”. Mas o que é a “verdade”? Quem é que o decide? Em quem acreditar?

 

Os representantes das religiões apontam para livros “sagrados” e para a fé. De facto, trata-se apenas de fé: a fé de que os livros sejam mesmo “sagrados”. Para mim é difícil conceber o porquê de se acreditar cegamente e sem espírito crítico num livro. No caso dos cristãos, como explicar que a história de Cristo é uma réplica de outras anteriores? (Em termos históricos é fácil de explicar: os romanos precisaram de unificar os vários povos pagãos do seu império e para isso acataram alguns dos seus cultos pagãos: o Natal é apenas um exemplo.) Como explicar que se tenha decidido que Maria subiu aos céus seis séculos depois da sua morte, sem que haja qualquer evidência disso? Como explicar que Deus é misericordioso, quando no velho testamento nos é desenhado como o Deus interventivo que manda violar, assassinar e até fazer genocídios? Como explicar que no novo testamento envie ao mundo o seu filho personificado, para que este seja torturado e morto?

Para quem olha de fora, este Deus parece mais um psicopata, do que um ser que nos ama. O subterfúgio normalmente usado é que Deus nos transcende e por isso não o podemos compreender. Curioso que tenhamos sido agraciados com um intelecto que nos faz pensar o pior do nosso criador. “Felizes daqueles que acreditam sem ver”? Porque havemos de rejeitar os nossos sentidos? Porque é que a fé tem que ser cega? Porque a natureza e a História nos contam algo diferente.

 

Regra geral, um teísta acredita no poder da ciência sempre que esta não põe em causa a história que a sua religião conta. O contrário é impraticável, porque é indubitável que os carros andam, os aviões voam, e que as lâmpadas iluminam. O problema surge quando as histórias se defrontam.

Os criacionistas defendem que o universo foi criado há alguns milhares de anos atrás, uma visão que vem de uma interpretação literal do livro do Génesis. No entanto, a ciência afirma que a Terra tem cerca de 4,6 mil milhões de anos. Este é um facto que é suportado por inúmeras e independentes evidências experimentais! Rejeitar estas evidências é equivalente a rejeitar tecnologia que usamos todos os dias. A datação radiométrica é apenas um exemplo. O Carbono 14 permite a datação de materiais que o contenham até uma idade de cerca de 60 mil anos: e sim, já foram estudados muitos materiais com essa idade (outras substâncias radioactivas permitem medir noutras escalas de tempo; o Urânio, por exemplo, consegue medir numa escala de tempo equivalente à idade da própria Terra). Notem que em muitos casos é possível confirmar a datação radiométrica através de outras evidências! Alegar que este método está errado seria afirmar que não conhecemos o decaimento radioactivo, e consequentemente um reactor de fissão nuclear funcionava porque sim…

Muitas vezes, quando os criacionistas querem parecer minimamente credíveis, convocam um cientista para os suportar. De facto, não se pode dizer que 100% dos cientistas rejeitam o criacionismo, apenas a esmagadora maioria. Por outras palavras, é sempre possível encontrar alguém que apoie uma idiotice, independentemente da idiotice e do grau académico do idiota em causa. Faço aqui esta nota para que o leitor nunca deixe de ser céptico apenas porque lhe foi apresentado um diploma. Em cima disse que a ciência é una, porém os cientistas não o são.

Enquanto algumas religiões mantiveram o criacionismo literal, outros salvaguardaram-no como sendo apenas uma alegoria. Admitindo que a ciência deveria estar certa na maioria do que afirma, colocaram Deus “apenas” como o criador do universo. Esta atitude, apesar de sensata, não deixa de ser algo cínica. Aquilo que era literal passa a ser uma parábola para impedir que a ciência coloque em causa os escritos sagrados. Quem decide o que é retórica e o que não é? Qual o critério? Se tudo pode ser reinterpretado, parece que nesse caso a religião apenas oferece uma resposta temporária, isto é, enquanto a ciência não se apodera da questão em causa. Este é o chamado Deus das lacunas, ou seja, uma assunção teológica que preenche a ignorância científica. Este é um Deus que perde dimensão à medida que a ciência se desenvolve. Sim, a ciência ainda não é capaz de responder a muitas questões, porém já responde a muitas que tinham sido inicialmente atribuídas ao domínio religioso.

Uma outra questão onde a ciência se tem debatido com a religião é sobre o papel do Homem na natureza. Seremos nós especiais? É agradável pensar que sim. Para quem rejeita a teoria da evolução, é certamente difícil explicar como é que o nosso ADN é 99% coincidente com o dos chimpanzés. Pode até parecer estranho ao leitor que a nossa informação genética seja tão semelhante à desses animais, ainda que o intelecto pareça tão diferente. Mas será que é assim tão diferente? Nós estamos simplesmente habituados a valorizar aquilo que nos diferencia dos outros animais e não aquilo que nos aproxima. A “grande” diferença é que temos um cérebro maior, o que nos permite um pensamento abstracto superior ao dos chimpanzés; tudo o resto é bastante parecido. Não querendo entrar em detalhes, a teoria da evolução é esmagadoramente confirmada por inúmeras evidências. Para os defensores do Deus das lacunas (que é fácil de reconhecer, por exemplo, no catolicismo), a dificuldade está, por exemplo, em definir quando apareceu o “primeiro” Homem, já que os hominídeos anteriores à nossa espécie não são considerados “especiais” como nós.

 

Um leigo poderá argumentar que de um lado temos a ciência que nos oferece tecnologias e do outro temos a religião que nos agracia com milagres, sendo que as tecnologias não diferem muitos dos milagres, pois ambos lhe são incompreensíveis. Em relação aos supostos milagres, convém referir que muitos dos locais onde estes alegadamente já ocorreram são anualmente visitados por milhões de pessoas que também procuram um milagre para elas próprias (normalmente a cura de uma doença). Existem efectivamente relatos de pessoas que dizem terem tido curas milagrosas, porém são em número tão diminuto que, em termos estatísticos, é difícil dar-lhes qualquer valor. Normalmente trata-se de “milagres” que podem ser entendidos como efeito placebo, ou que se justificam de outra forma racional. Em suma, não existem evidências para que se possa afirmar que já tenham ocorrido milagres na história da humanidade. Note-se que se um milagre for entendido como um evento inexplicável aos olhos da razão e da ciência, então sim, já ocorreram muitos milagres no passado: a ciência teve que evoluir para os entender. Como determinar que um “milagre” não é apenas uma manifestação da natureza que a ciência ainda não explicou?

O outro aspecto referido não tem uma resposta fácil. Quando um leigo acredita numa resposta científica está a ter uma atitude de fé, porque não tem nem a formação académica para compreender devidamente a teoria científica, nem tem acesso a um laboratório para que possa comprovar o resultado. Assim, quando um cientista diz que X é X ao leigo, este não tem realmente forma de contestar e de pensar de forma crítica sobre X. A resposta inconveniente é que em última instância o leigo só tem duas opções: ou acredita, ou terá que cultivar o seu conhecimento sobre o assunto, tentando compreender todas as evidências que levaram o cientista a concluir que X é X. A grande diferença entre a fé confiada na ciência e na fé depositada na religião está nesta segunda opção, que no caso da religião não existe. À medida que um teísta se instrui nos ensinamentos da sua religião, obtém cada vez mais respostas. Na ciência sucede o contrário: à medida que o indivíduo enxerga por entre as evidências, novas questões se tornam aparentes. Saber mais é sinónimo de uma melhor consciencialização da nossa ignorância.

 

A religião é muitas vezes defendida pela sua qualidade de definir a moral pela qual a sociedade se deve orientar. Se a existência de pecado for posta em causa, argumentam, o Homem deixará de pensar duas vezes antes de cometer uma qualquer atrocidade. Este é sem dúvida um grande disparate. Primeiro convenhamos que existem muitos países europeus onde a religião tem actualmente uma incidência muito baixa, no entanto, isso não implica que os índices de violência sejam maiores do que noutros países mais religiosos. Eu, como não crente, acho que é triste assumir que o ser humano só se consegue comportar em sociedade se tiver medo de um Deus, e de um tribunal divino que o irá ajuizar depois de morto. Eu acredito que somos capazes de ser altruístas sem termos interesses ulteriores focados no pós-morte. Independentemente daquilo em que acredito, é falso que a moralidade venha de Deus, pois a mesma pode ser encontrada nos animais dos quais evoluímos (obviamente, para diferentes espécies será possível encontrar diferentes “tipos” de “moral”, mas que têm sempre o objectivo de favorecer o bom funcionamento da “comunidade”). De facto, tendo em conta a Teoria dos Jogos, é fácil de perceber o porquê de as espécies terem criado códigos de conduta: estes são necessários para que possam coexistir em sociedade. A sociedade, por seu lado, é crucial para a sobrevivência das espécies, pois em muitos casos só uma organização conjunta permite uma protecção efectiva do grupo, bem como a captura de presas. Neste caso, pode-se afirmar que o todo (sociedade) é “mais” do que a soma das partes (indivíduos).

Aliás, até nem é difícil reconhecer que actualmente a generalidade das sociedades menos religiosas se guiam por uma moral superior àquelas mais religiosas, pelo menos no que diz respeito à concessão de igualdade às minorias e às mulheres (o exemplo da homossexualidade é eventualmente o de maior relevo). De facto, a moral parece evoluir de acordo com a educação que o país consegue providenciar à maioria dos seus cidadãos, o que está em claro contraste com a alegação de que a moral provém de Deus (a não ser que Deus condene a moral defendida pelas religiões que o exaltam; uma ironia que não tenho dificuldade em aceitar caso assuma que Deus de facto existe e é “bom”). Curiosamente, o que se tem verificado no caso do catolicismo é o contrário: uma reforma sucessiva que procura copiar os bons costumes das sociedades não religiosas.

Uma pessoa religiosa poderá admitir que até tenho alguma razão, mas de seguida poderá questionar-me: “Mas qual o mal de eu acreditar em Deus? Que te interessa o que os outros acreditam? Porque haveríamos todos de acreditar no mesmo?”

Não tem mal nenhum, cada um acredita no que quer, porém convém ter cuidado com a “bagagem” que a religião trás consigo (algo que não se aplica aos deístas). Não só a religião tem os problemas morais indicados em cima, que influenciam negativamente a sociedade, como tem sido também um dos grandes motivos de guerra nos últimos milénios, sendo-o ainda no presente. Como disse o Steven Weinberg (prémio Nobel da Física em 1979): “With or without it [religion] you would have good people doing good things and evil people doing evil things. But for good people to do evil things, that takes religion.” (Tradução: “Com ou sem ela [religião], teríamos pessoas boas a fazer boas acções e pessoas más a cometer actos malévolos. Mas para ter pessoas boas a fazer coisas más, é necessária a religião.”) Mesmo em religiões que hoje em dia tentam evitar guerras, continua a ser possível encontrar seguidores que interpretam os textos “sagrados” de forma a justificar a violência que praticam contra outros indivíduos. Este não é um problema que deva ser desprezado atribuindo-o simplesmente a fanáticos. É necessário compreender que esses extremistas são um produto da religião.

Tem-se ainda que referir o papel da religião nas crianças. Do meu ponto de vista existem três problemas principais a considerar. Primeiro é preciso ter cuidado na forma como a religião é apresentada às crianças, visto que estas ainda não têm espírito crítico para a compreender devidamente. De preferência seria óptimo apresentar todas as religiões, contando a história e a moral defendida por cada uma, dando à criança a possibilidade de decidir a sua forma de pensar assim que tivesse uma compreensão razoável do que lhe tinha sido apresentado. Os religiosos poderão argumentar, e bem, que os pais e o meio em que a criança está cingida acabam sempre por ter uma grande influência sobre esta, independentemente do que lhe é apresentado. De facto, não espero que a “tradição” se dissolva de um dia para o outro, contudo tal só irá acontecer se houver um esforço nesse sentido. Por outro lado, também é verdade que os pais que oferecem o poder de escolha ao filho estão, na verdade, com essa atitude a influenciá-lo de forma quase similar à forma como, por exemplo, outros pais religiosos influenciam os seus filhos ao lhes propor que os acompanhem à igreja. Naturalmente, este é um problema extremamente complexo, porque os pais que acreditam na sua religião, crêem que o melhor para os seus filhos é que estes acreditem no mesmo que eles. Em suma, gostaria que cada criança fosse induzida a pensar por si, ao invés de lhe ser imputada uma crença.

O segundo aspecto que quero referir está relacionado com o acima exposto, e tem a ver com a distinção de ciência e religião na educação de uma criança. É absolutamente necessário que as crianças compreendam que a ciência estuda o mundo físico, isto é, o universo que percepcionamos. No nosso conhecimento científico não há espaço para a religião e nenhuma das concepções religiosas deve ser imiscuída nos livros e nas aulas de ciência. O criacionismo, por exemplo, não é uma “teoria” alternativa ao evolucionismo! Isso seria semelhante a assumir que a teoria geocêntrica deveria ainda ser considerada como uma teoria alternativa à heliocêntrica: não o é porque todas as evidências científicas apoiam apenas num só sentido! Quem achar que este não é um problema actual desengane-se, porque faz parte da actualidade do Reino Unido e Estados Unidos, por exemplo, onde existem fortes movimentos a tentar que o criacionismo volte às salas de aula (de ciências). Isto não só é um atentado contra a verdade científica, como também coloca em causa a evolução da ciência e da tecnologia. Note-se que isto nem é apenas uma questão idealista, pois uma pessoa pragmática certamente que reconhecerá que o futuro económico de qualquer nação depende de forma crucial na capacidade desta para acompanhar o desenvolvimento tecnológico mundial.

Finalmente, o terceiro aspecto refere-se ao castigo divino, normalmente representado por um inferno em chamas (como é óbvio, aludo apenas às religiões que o continuam a pregar). Este inferno é visto como uma necessidade nestas religiões para obrigar o Homem a não pecar (como discutido em cima). Enquanto um adulto consegue aceitar e lidar com esta ameaça, uma criança tem muito maior dificuldade. De facto, é reconhecido por psicólogos que não se deve expor uma criança a este prenúncio demoníaco, pois tal é considerado abusivo e pode resultar em traumas severos para a criança. Este é um problema real, ainda que só se verifique de forma significativa numa minoria. (Note-se que a “forma significativa” é algo subjectivo, pois o “normal” é somente aquilo que identificamos como mais comum…)

Para concluir, deixo a questão trivial: “Podes provar que Deus não existe?” Não, não posso, e por isso sou agnóstico. De forma semelhante, também não posso provar que os fantasmas, as fadas, e os unicórnios não existem, isso, porém, não me leva a concluir que eles existem.

Como é evidente, esta reflexão não esgota o tema. Espero não ter ofendido ninguém, porque não era esse o objectivo. Por outro lado, espero que o leitor compreenda que não era minha intenção fazer generalizações injustas, nem usar de forma desadequada as excepções. A realidade é bastante diversa consoante a região e a religião em consideração, portanto nem todas as “carapuças” se adequam a todas as cabeças, obviamente. Deixei também muitas questões importantes por discutir (como o não uso de métodos contraceptivos por motivos religiosos, por exemplo), para não tornar o texto demasiado extenso. Se o leitor assim o desejar, poderemos discuti-las nos comentários.

science-v-religion O método científico: “Aqui estão os factos. Quais as conclusões que podemos retirar deles?”

O método criacionista: “Aqui está a conclusão. Quais os factos que podemos encontrar para a suportar?”

 

Marinho Lopes

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17 thoughts on “Ciência versus Religião

  1. Interessante perspectiva.
    Texto com amplo embasamento científico, filosófico e crítico
    Mas por favor, deixe-me lhe expressar a MINHA opinião.

    Primeiro consideremos os seguintes fatos:

    1. A ciência é uma criação humana
    Da maneira como somos, isto é, seres constituídos de matéria e inseridos nesta realidade física, a ciência é o único método eficaz para se explicar o que presenciamos, sentimos e vemos fisicamente. É o único método direto eficaz para se explicar o que percebemos. Isto significa que sempre que eu executar uma ação A, ocorrerá uma reação B, independente de quantas vezes eu repetir este processo, a reação será a mesma. É tudo exato. Comprovável. Físico. Percebemos diretamente. Estamos diretamente conscientes. Esta é a única realidade que podemos “saborear” diretamente. Pessoas que não creem em nada acima disto, decidiram tomar tudo aquilo que é “experimentável” como verdadeiro, e quaisquer coisas que não se enquadrem nesta realidade é pura ficção, ilusão, apenas mais uma criação humana.

    2. A religião trata de algo ALÉM
    Da mesma maneira que a ciência explica esta realidade física, nossos corpos e a matéria, a religião é a explicação para tudo aquilo que está “sobre” esta realidade. O ateísmo se trata de acreditar naquilo que nos é apresentado como realidade direta. Tudo aquilo que é independente de fé, isto é, para o ateísmo, tudo aquilo que é independente de confiança é verdadeiro, pois tais fatos podem nos ser apresentados e não é necessária nenhuma crença para enxergarmos que são reais, pois os estamos presenciando, experimentando e comprovando. Tudo aquilo que está além destas coisas é falso, pois, em teoria, no “além” pode haver quaisquer coisas: fadas, unicórnios, centauros e dragões. É tudo imaginação, fantasia, não comprovamos, não é independente de crença, sendo, portanto, mentira até que se prove o contrário. A religião não vê as coisas assim. O que não significa que a religião se trata de inventar histórias e crer cegamente em qualquer coisa. As pessoas são capazes de morrer pelo que acreditam, mas ninguém fará nada por aquilo que sabe ser mentira.

    3. Ciência vs Religião: como e onde encontrar a verdade?
    Da maneira como você redigiu o seu texto, pude perceber que você acredita que a ciência nada mais é do que o antídoto para este mal milenar chamado religião. Quanto mais rápido a ciência se desenvolver, mais rápido Deus estará morto. Se é que algum dia esteve vivo, correto? Será possível desmentir estas teorias sem fundamento de maneira cada vez mais e mais abrangente, com cada vez mais provas experimentais e comprováveis. Entretanto existe apenas uma rachadura, uma falha absoluta, científica e eterna em toda esta teoria científica, e Albert Einstein tomou conhecimento desta falha.

    Se não há um Deus, se nada além existe, se nada que não possamos comprovar é mentira, até que se comprove o contrário, então o que os humanos fazem aqui? Na ciência toda ação, de certa maneira, sempre provoca uma reação. Se existimos, algo nos originou. Dessa maneira, algo também originou o que nos originou. Enfim, o universo surgiu de alguma maneira e a ciência comprova o que ela é capaz de comprovar. Mas seguindo esta linha de raciocínio, mesmo levando em consideração toda e qualquer propriedade estranha do universo, levando em conta a existência, nossa consciência, nosso ser, nossa percepção, ainda assim há algo muito sutil, intangível e inexplicável que está altamente atrelado à todas estas coisas. Existência, consciência, surgimento, universo, criação e etc, ao que parece, nunca conseguimos alcançar o “fim”, a essência.
    Por mais que a ciência batalhe, jamais seremos capazes de chegar ao “fundo do poço”, pois nossas mentes são claramente limitadas para reconhecer e compreender tais coisas. Há e sempre haverá essa grande lacuna relativa à origem da origem, relativa à essência da essência, relativa à existência da existência. Serão tais coisas apenas ilusões ou questões filosóficas sem fundamento?

    Entretanto, de uma coisa estamos certos: nós não portamos a verdade absoluta. Se é que podemos dizer que a realidade é absoluta, se é que podemos dizer que exista algo absoluto, já que tudo que percebemos é de certo modo relativo, dependente de nossa consciência e nossos sentidos, dependente de nosso “ser”.

    Desta maneira, cabe a nós simplesmente encontrar a verdade. EU ESTOU EM BUSCA DA VERDADE. Estou pronto para iniciar esta jornada e encontrar a verdade. Entretanto, vale salientar o exemplo do célebre Albert Einstein:

    “Tente penetrar, com nossos limitados meios, nos segredos da natureza, e descobrirá que por trás de todas as leis e conexões discerníveis, permanece algo sutil, intangível e inexplicável. A veneração por essa força além de qualquer coisa que podemos compreender é a minha religião. Nesse sentido eu sou, de fato, religioso” .

    “Não sou ateu. O problema aí envolvido é demasiado vasto para nossas mentes limitadas. Estamos na mesma situação de uma criancinha que entra numa biblioteca repleta de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito esses livros. Ela não sabe de que maneira nem compreende os idiomas em que foram escritos. A criança tem uma forte suspeita de que há uma ordem misteriosa na organização dos livros, mas não sabe qual é essa ordem.
    É essa, parece-me, a atitude do ser humano, mesmo do mais inteligente, em relação a Deus. Vemos um universo maravilhosamente organizado e que obedece a certas leis; mas compreendemos essas leis apenas muito vagamente”.

    “O que me separa da maioria dos chamados ateus é um sentimento de total humildade com os segredos inatingíveis da harmonia do cosmos (…) Você pode me chamar de agnóstico, mas eu não compartilho daquele espírito de cruzada do ateu profissional, cujo fervor se deve mais a um doloroso ato de libertação dos grilhões da doutrinação religiosa recebida na juventude”

    //Consulte a página: http://www.respostasaoateismo.com/2011/08/blog-post.html

    Einstein era, de certo modo, agnóstico. Ele reconhecia que não pode haver ateísmo. É irracional. E que de certa maneira a Bíblia não condiz com a realidade que vemos, pelo menos na percepção do mesmo. Nem mesmo à ciência é capaz de explicar por completo todas estas questões sobre origem, existência, consciência e cosmos. O que não significa que não seja possível compreendê-las. Eu apenas acredito que a ciência não seja completa o suficiente. Aliás, dada a essência da mesma, nunca será.

    Enfim, espero ter contribuído. Apesar de eu ser cristão, eu tenho perdido um pouco desta minha fé. Entretanto, neste exato momento, chego às mesmas conclusões de Einstein, mesmo estas que sejam temporárias.

    Mas eu não vou desistir. Vou continuar em busca. Em tenho todas as ferramentas e evidências em mãos.
    E eu lhe convoco a fazer o mesmo, repensar seus conceitos, repensar a ciência. Tenho certeza que isto irá lhe enriquecer ainda mais em todos os sentidos.

    Enfim, espero ter contribuído em algo.
    Abraço.

    • Obrigado pela sua opinião, caro Anderson.

      1. O objecto da ciência é tudo aquilo que percepcionamos. É uma construção contínua (com as suas disrupções, como refiro no artigo “Criar Ciência” [1]), longe da sua meta (se é que ela existe). Muito daquilo que hoje podemos considerar como não-científico por ser não testável, pode vir a ser objecto da ciência mais avançada do futuro. Assim, é difícil definir claramente quais são os limites da ciência de forma intemporal. Os limites de hoje são mais ou menos conhecidos; já os do futuro são uma completa incógnita.

      2. Não concordo com a sua primeira frase: não é da “mesma forma”, porque a ciência auto-justifica-se na sua génese, enquanto que a religião não. A ciência é independente de opiniões e experiências individuais, o mesmo não se passa com a religião. Você afirma que a religião não inventa histórias, no entanto confessa que a religião não tem meios de se provar como verdadeira. Como é que tal opinião não é paradoxal? Se não pode provar como verdadeiro, como é que sabe que não se trata de histórias inventadas? Qual a diferença? Em relação ao seu último argumento: o que não faltam são pessoas que estão convencidas que algo é verdadeiro sem que tal o seja. Morrer por algo não altera a veracidade desse “algo”.

      3. Não, a minha opinião não é que a ciência seja um antídoto para o mal milenar que é a religião. Primeiro, a religião não é “má” em todos os aspectos, e até foi positiva em alguns ao longo dos tempos. A ciência também não é um “antídoto”, porque não pretende sê-lo. A ciência visa o estudo e a descoberta daquilo que nos rodeia; enquanto que a religião pretende algo muito maior que isso.

      O que fazemos aqui? Porque razão existe existência? Porque razão tudo aquilo que se nos depara é como aparenta ser, e não de outra forma? Qual a origem? Qual a razão? Como? Porquê?
      Eu não sei, nem ninguém sabe. Assumir a existência de um Deus é inventar uma resposta. Você afirma que estas questões estão fora daquilo que a ciência pode provar – consegue provar tal coisa? Parece lógico que a ciência apenas possa explicar e testar algo que seja interior ao nosso universo a que estamos confinados. Mas será mesmo assim? Não sabemos! (Aliás, já existe matemática que aponta para o contrário.) Na pior das hipóteses, o nosso conhecimento tem mesmo limites. Se tal se verificar, porque não assumir isso mesmo? Para quê procurar uma afirmação se na verdade estamos apenas certos em relação à questão?

      A opinião de Einstein é mesmo isso: a sua opinião. Mesmo que a inexistência de Deus lhe possa parecer irracional, não deixa de ser uma hipótese viável. O universo não se preocupa com as nossas opiniões e razões.

      Eu estou sempre aberto a novas evidências. Quando não as tenho, abstenho-me de decidir uma resposta (o que não me impede de pensar e repensar sobre tudo isto, é claro).

      Obrigado mais uma vez por partilhar a sua opinião. Apesar de tudo o que escrevi em cima, não pense que o “condeno” por querer acreditar que existe “algo mais” para dar sentido a tudo isto, e em particular à sua existência.

      [1] Criar Ciência: https://sophiaofnature.wordpress.com/2013/08/20/criar-ciencia/

      Abraço,
      Marinho

    • Ainda em relação ao Einstein, e à sua eventual religiosidade:

      (Pode ver apenas os últimos 30 segundos.)

      Abraço,
      Marinho

      • “If something is in me wich can be called religious then it is the unbounded admiration for the structure of the world so far as our science can reveal it”.

        Essa frase pode ser resumida no seguinte: creio no que a ciência revela e o tomo como verdade. E ponto final.
        Mas esta não foi a única vez que o mesmo se expressou sobre a sua relação com a religião.
        Ao que tudo parece, Einstein reconhecia que os humanos não entendiam totalmente o universo, sua estrutura, leis, harmonia e tudo que está inserido nele, mas enxergava a incapacidade das nossas mentes de compreender tudo aquilo que parece fazer estas coisas serem, em sua essência, da maneira como são.

        Temos muitos exemplos disto: quando se tenta compreender a existência da existência, ou a própria consciência, ou até mesmo quando se fala de origem do universo. A posição de Einstein é bem clara: ele sempre dizia que não poderia tomar a religião como verdadeira de acordo com o que a ciência diz, mas entendia que muitas coisas estavam além de nossa compreensão.
        Ele admirava as coisas tais como elas são.

        Acredito que ambos concordamos que Einstein foi um grande visionário. Tinha uma incrível capacidade de imaginação.
        A grande questão é a seguinte: do que se trata este “além”?

        Se trata de outras coisas que realmente estão além e que originaram o universo e todas as coisas?
        Ou será apenas uma porção de conhecimento e evolução tecnológica, ainda obscura aos olhos da humanidade, dependente somente do tempo para ser revelada?

        Apenas lembre-se: nenhum de nós é capaz de provar de maneira absoluta, universal e imutável nossos pontos de vista.
        A verdade é uma só. E o que todos nós queremos é alcança-la.
        Mas tenha absoluta certeza de que um dia a mesma será revelará. Eu só espero que neste dia eu ainda esteja aqui, vivo, forte e capaz de compreendê-la tal como ela é.

        Abraço.
        Obs.: não há um dia que eu não pense nestas coisas. Acredito que este seja nosso caminho. O caminho em busca da verdade absoluta, imutável e universal. Tenha total fé de que iremos encontra-la!

      • Eu não quero parecer muito pessimista, mas tenho quase a certeza absoluta do contrário: vou morrer com mais questões que respostas. Quanto mais sei de Ciência, melhor conheço a minha ignorância e também a própria ignorância da Ciência. Muitas e complexas questões estão por ser resolvidas e nada nos garante que o venham a ser em tão pouco tempo. Por outro lado, nada nos garante que todas as questões tenham uma resposta; ou que pelo menos tenham uma resposta que seja alcançável por nós. (O que eu gostava que fosse é bem diferente, mas o “universo não se preocupa” com os meus gostos.)

        Abraço,
        Marinho

  2. Não sei se é a ciência que justifica a Religião e não tenho certeza se é a Religião que explica a Ciência.
    Vejo o Keller explicando de maneira plausível sua tese, e o Anderson, justificando com exito sua crença. Mas quero pensar em uma coisa se é que posso:

    Se tudo for verdade. Se existir um depois de tudo que está acontecendo, se esse Deus realmente existir. Se depois dessa vida existir outra vida. Uma com Deus e uma sem Deus, que o sr Keller disse (céu e inferno). Será que não é melhor seguir o que a bíblia diz ou conduz para o ser humano, uma postura mais educada de respeito e amor ao próximo.

    Se o ser humano que não seguir os mandamentos e direções desse Deus que tentamos descobrir se existe ou não, não vai chegar ao suposto céu que ele diz que criou, não vai viver uma vida maravilhosamente neste céu juntamente com ele.
    Estamos tentando descobrir coisas que não compete ao homem saber, se a ciência consegue descobrir uma coisa ou outra, quer dizer que tudo que está escrito na bíblia (essa livro) é mentiroso?

    Não me importa, ele nós da uma direção de que o ser humano tem que fazer, uma conduta mais aceitável, respeito ao próximo, aos mais velhos. De amar, mesmo que esse amor não seja reciproco. De ser mais responsável, mais educado, de não ROUBAR, não MATAR, não MENTIR e tantas outras coisas que ao longo do tempo, vemos perdendo. Tudo por causa do certo ou errado, se é verdade ou mentira, se existe ou não existe. Enquanto nos preocupamos se é a ciência que está certa ou errada, ou a Religião, deixamos de fazer coisa simples que esse misterioso Deus, pediu que fizéssemos.

    Uma coisa é o que penso e é o que faço… sigo a esses ensinamentos ou mandamentos, se são verdades EU ACREDITO QUE É E SIGO. TOMO COMO VERDADE. e quero deixar bem claro, mas se não for… Vai valer a pena! Prefiro acreditar que tudo é verdade, que o céu está ai para os que seguem a esse Deus, e o inferno para aqueles que não o creiam. Acho a ciência magnifica, tem ajudado a descobrir muitas coisas que talvez sem ela não saberíamos nunca, mas achar que é a detentora da verdade, isso eu não creio.

    No final vamos saber se valeu a pena ou não, mas se for verdade, na qual eu acredito, vou está com ele para sempre ao invés de viver sem ele para sempre, no qual o lugar que esse livro (Bíblia Sagrada) está escrito que vai ser muito ruim.

    Acho que é nisso que o ser humano deva pensar!

    • Caro Frederico,

      Obrigado pelo seu comentário.

      Permita-me comentar algumas coisas que escreveu:

      1) “Não sei se é a ciência que justifica a Religião e não tenho certeza se é a Religião que explica a Ciência.”

      A ciência justifica a religião? A falta de ciência talvez… O desconhecido tem sido desde sempre o principal mentor da religião. Pelo contrário, os avanços da ciência têm claramente diminuído o domínio de “aplicabilidade” da religião.
      Por outro lado, a religião nunca explicou a ciência.
      Ainda bem que não tem certezas sobre nenhuma dessas asserções, pois o contrário delas é mais fiável.

      2) “Se tudo for verdade. Se existir um depois de tudo que está acontecendo, se esse Deus realmente existir. Se depois dessa vida existir outra vida. Uma com Deus e uma sem Deus, que o sr Keller disse (céu e inferno). Será que não é melhor seguir o que a bíblia diz ou conduz para o ser humano, uma postura mais educada de respeito e amor ao próximo.”

      Refere-se à aposta de Pascal? Mais vale “apostar” que Deus existe e viver segundo os seus mandamentos e ir para o céu, do que “apostar” no contrário, onde no máximo ter-se-á a razão de que Deus não existia, e não ganhamos nada. Ou seja, só existe uma aposta vencedora, porque não jogá-la? Para mim este tipo de pensamento é um pouco hipócrita. Por outro lado, qual Deus seguir? Isto é, como distinguir se uma religião é mais “certa” que outra? Independentemente disso, qualquer pessoa educada numa sociedade evoluída consegue reconhecer a necessidade de fazer o bem para que viver em comunidade seja possível. (Discuto isto no meu artigo de cima.)

      3) “Se o ser humano que não seguir os mandamentos e direções desse Deus que tentamos descobrir se existe ou não, não vai chegar ao suposto céu que ele diz que criou, não vai viver uma vida maravilhosamente neste céu juntamente com ele.
      Estamos tentando descobrir coisas que não compete ao homem saber, se a ciência consegue descobrir uma coisa ou outra, quer dizer que tudo que está escrito na bíblia (essa livro) é mentiroso?”

      Como saber se os mandamentos são mesmo de Deus? Os supostos livros “sagrados” sofreram imensas alterações ao longo da história, ao sabor dos interesses políticos vigentes… Não é por acaso que na religião cristã católica sobreviveram apenas 4 evangelhos entre muitos. Como é que se pode saber se realmente são livros de Deus e não apenas livros dos homens?
      O que é que não compete ao Homem saber? Quem é que o decide? A Ciência tem como base aquilo que a natureza lhe permite comprovar. Se a natureza nos diz que algo que está escrito num livro está errado, porque razão havemos de acreditar num livro cujo autor é praticamente desconhecido?

      4) “Não me importa, ele nós da uma direção de que o ser humano tem que fazer, uma conduta mais aceitável, respeito ao próximo, aos mais velhos. De amar, mesmo que esse amor não seja reciproco. De ser mais responsável, mais educado, de não ROUBAR, não MATAR, não MENTIR e tantas outras coisas que ao longo do tempo, vemos perdendo. Tudo por causa do certo ou errado, se é verdade ou mentira, se existe ou não existe. Enquanto nos preocupamos se é a ciência que está certa ou errada, ou a Religião, deixamos de fazer coisa simples que esse misterioso Deus, pediu que fizéssemos.”

      Desculpe, mas com base em quê é que você alega tal coisa? O que você diz não faz qualquer sentido. Basta analisar as sociedades mais desligadas da religião para compreender que o que acontece é exactamente o contrário do que você diz. Se por um lado é completamente desnecessário a existência de um Deus para que saibamos viver em sociedade (tal como os outros animais, onde existem também códigos de conduta social); por outro a sua crença não tem efeitos tão benéficos como os que menciona, muito pelo contrário. Basta analisar as sociedades actuais em diversos países, ou olhar para a História.

      5) “Uma coisa é o que penso e é o que faço… sigo a esses ensinamentos ou mandamentos, se são verdades EU ACREDITO QUE É E SIGO. TOMO COMO VERDADE. e quero deixar bem claro, mas se não for… Vai valer a pena! Prefiro acreditar que tudo é verdade, que o céu está ai para os que seguem a esse Deus, e o inferno para aqueles que não o creiam. Acho a ciência magnifica, tem ajudado a descobrir muitas coisas que talvez sem ela não saberíamos nunca, mas achar que é a detentora da verdade, isso eu não creio.”

      Será que quem não acredita em Deus não terá consciência (no sentido de se arrepender no caso de fazer mal)? Não. A nossa genética e formação socio-cultural tornou-nos em seres que gostam naturalmente de fazer o bem, e que se sentem mal quando fazem o mal. Eu gosto de fazer o bem, e não preciso de um Deus ou de uma promessa de paraíso para isso. Se vale a pena? É claro que sim! É tão bom fazer os outros felizes, pois em simultâneo isso faz-nos felizes. Isto é independente de qualquer religião.
      A ciência tenta obter cada vez mais conhecimento, e a tecnologia vai demonstrando os seus sucessos. Existem limites? Existe uma “verdade” a ser alcançada? Não sabemos. A ciência não é detentora da “verdade”, é detentora apenas do nosso conhecimento da “verdade” – algo bastante diferente!

      6) “No final vamos saber se valeu a pena ou não, mas se for verdade, na qual eu acredito, vou está com ele para sempre ao invés de viver sem ele para sempre, no qual o lugar que esse livro (Bíblia Sagrada) está escrito que vai ser muito ruim.”
      E porquê a Bíblia? Existem outros livros ditos sagrados. Você poderá na mesma ir para o inferno, segundo a sua forma de pensar.
      De qualquer forma, como diria o nosso poeta Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena se alma não é pequena.” 🙂

      Cumprimentos,
      Marinho

      • Sr Keller, por que tão assim… detentor da verdade?
        o que você quer dizer: “A nossa genética e formação socio-cultural tornou-nos em seres que gostam naturalmente de fazer o bem, e que se sentem mal quando fazem o mal” Tem gente fazendo atrocidades e se sentido muito bem, sem remorso e nada mais. Não creio que só fazendo o bem vamos chegar a esse céu que você diz.
        Não quero ficar aqui debatendo com quem não aceita ou não quer ver. Se seu coração está tão endurecido, para poder ver as coisas de outra forma, fazer o que?
        Você diz aí outros livros no fim do seu comentário… saiba que todos os outros livros ditos sagrados foram tirados da própria bíblia.
        Minha oração por você é que possa ver o que ainda não viu. Fé e Razão tem que andar juntas.
        Fica na paz e até mais.

      • Caro Frederico,

        F.: “Sr Marinho, por que tão assim… detentor da verdade?”
        R.: Sou apenas peremptório naquilo que supostamente posso ser. Sinta-se livre de questionar qualquer uma das minhas “verdades” (que não são “minhas”, mas de todos).

        F.: “o que você quer dizer: “A nossa genética e formação socio-cultural tornou-nos em seres que gostam naturalmente de fazer o bem, e que se sentem mal quando fazem o mal” Tem gente fazendo atrocidades e se sentido muito bem, sem remorso e nada mais.”
        R.: Há (muitas) excepções. Fazer o mal e gostar é comportamento de psicopata, ou de indivíduo com uma outra desordem mental. A empatia e a cooperação são comportamentos necessários em sociedade, e a razão pela qual os podemos encontrar em muitas espécies é exactamente por a espécie ter evoluído de tal forma que o indivíduo recebe um estímulo positivo cerebral quando faz algo em favor dos seus parceiros sociais.

        F.: “Não creio que só fazendo o bem vamos chegar a esse céu que você diz.”
        R.: Não falei em céu. Tanto quanto me é dado saber, fazendo o bem ou o mal, quando morrer deixo simplesmente de existir. Ainda não encontrei qualquer evidência que me pudesse levar a supor a existência de qualquer outra coisa. Certamente que também não encontrei evidências contra a existência de um “além”, mas isso não é suficiente para que eu acredite em seja o que for. (Caso contrário também teria que acreditar em unicórnios e fadas.)

        F.: “Não quero ficar aqui debatendo com quem não aceita ou não quer ver.”
        R.: Você ainda não apresentou qualquer “prova” a favor da sua “tese”, pelo que dificilmente podemos chamar isto de “debate”. Não pretendo com isto ofendê-lo: você acredite no que lhe apetecer e naquilo que o fizer feliz. Eu simplesmente não acredito em algo sobre o qual não tenho razões para acreditar.

        F.: “Se seu coração está tão endurecido, para poder ver as coisas de outra forma, fazer o que?”
        R.: Mudarei assim que tiver razões para mudar.

        F.: “Você diz aí outros livros no fim do seu comentário… saiba que todos os outros livros ditos sagrados foram tirados da própria bíblia.”
        R.: Desculpe, mas isso é mentira. Recomendo-o a ler mais sobre a origem das religiões. (E não se limite apenas àquelas de origem judaico-cristã.)

        F.: “Minha oração por você é que possa ver o que ainda não viu. Fé e Razão tem que andar juntas.”
        R.: Se houver algo para ver, também espero ver um dia. Só espero que a fé (ou o medo) nunca me cegue a razão.

        F.: “Fica na paz e até mais.”
        Espero que a minha resposta não o tenha ofendido. 🙂

        Cumprimentos,
        Marinho

    • Se não justificar o seu parecer, a palavra que usa também qualifica bem o seu comentário.

      Cumprimentos,
      Marinho

  3. Queria corrigir que a Ciência defende a hipótese de que a Terra tem aproximadamente 4,6 BIlhões de anos, e não MILHÕES.

    • Cara Leila Mota, a sua correcção não é pertinente, porque eu escrevi “mil milhões” e não apenas “milhões”. Em português de Portugal usa-se mil milhões para denominar 10^9, enquanto que no português do Brasil usa-se o bilião para 10^9. (Todos os meus artigos estão escritos em português de Portugal, como deverá ser fácil de reconhecer.)
      Obrigado de qualquer forma pelo seu comentário.

      Cumprimentos,
      Marinho

  4. Caros amigos em debate gostaria de deixar minha opinião a todos.

    Não sei se posso acreditar em todas as escritas da bíblia, pois muitos relatos dizem que Deus ordenava algumas matanças. Isso deve ser pensamento de alguns humanos idi. otas.
    Não sei se posso acreditar na ciência, assim penso eu que devo ser um burrinho, a ciência nos mostra o mundo e tudo que nele foi criado. Mas quem o criou bummmmmm assim surgiu o universo e tudo de lindo que existe nele, melhor nem ter existido se não a esperança de nada apos a morte.
    Deus com certeza existe, respire sinta seu coração bater é simples isso? Não se faz do nada.

    Somos criados, conforme os tempos e acreditamos e nos formamos basicamente pela ciência e ou pessoas que nos influencia.

    Quantas vezes fomos enganados por políticos, pela tv, a o homem foi a lua ne kkkkk só a filmagem original que sumiu.

    Enfim somos qualquer coisa, crentes fanáticos, ateus, terroristas .Etc.

    Não vamos nos esquecer sete palmos, dois coveiros um pouco de cimento com arreia, um monte de pessoas dando gargalhadas e algumas chorando, o meu o seu e de todos, uma arvore de 150 anos foi quem me contou, não sobrou nem um.

    Ate Amigos. Ricardo.

    • Caro Ricardo,

      Obrigado pelo seu comentário.

      Creio que para a maior parte do seu comentário já lhe foi respondido no artigo, e em resposta a outros comentários, por isso quero apenas dizer-lhe que o Homem foi à Lua. Existe a teoria da conspiração sobre o Homem não ter ido, mas se procurar um pouco pela net, encontra muita informação a mostrar como cada uma das supostas alegações de quem não acredita cai pela base. Refiro apenas que os norte-americanos deixaram lá espelhos, os quais nos permitem na Terra usá-los para reflectir um feixe de LASER enviado de cá, e que consequentemente permite calcular a distância da Terra à Lua com enorme precisão. Esta experiência de enviar um feixe LASER para a Lua tem sido feita recorrentemente por inúmeras universidades e laboratórios independentes dos EUA, e que não tinham qualquer interesse em manter uma história falsa. (Não é fácil de fazer em casa porque é preciso um LASER muito potente, e é preciso apontar para o sítio certo… Mas por vezes faz-se esta experiência aberta ao público, para quem quiser ver.)

      Cumprimentos,
      Marinho

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