Uma nova realidade – parte III

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Na primeira e segunda partes discuti a propagação do coronavírus, o significado dos números e a importância do distanciamento social. Nesta terceira parte vou dar uma breve opinião sobre o impacto do vírus na liberdade e no ambiente.

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Uma nova realidade – parte II

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Na primeira parte falei do crescimento exponencial e logístico, do ponto de inflexão, do “achatamento” da curva, e da importância do distanciamento social. Referi ainda de forma breve a previsão de quanto tempo isto vai demorar, bem como algumas considerações a ter quando olhamos para os números de infectados e mortos.

Começo esta segunda parte com a magnitude do problema. Infelizmente sei que estarei a escrever para um público que provavelmente já tem noção que estamos à beira de uma catástrofe de proporções bíblicas e que, por isso, não precisa de ser recordado disto. O público que não o sabe ou aceita é aquele que gostaria que lesse isto, visto serem aqueles que irão continuar a desprezar as medidas de distanciamento social e que, por isso, serão em parte responsáveis pelo agravamento da crise.

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Uma nova realidade – parte I

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Uma nova realidade exige uma nova perspectiva e um novo entendimento. As “regras” mudaram e por isso temos que nos adaptar. Não é meu costume comentar a actualidade neste blogue, mas o coronavírus merece a excepção. Neste artigo vou partilhar alguma informação que considero útil, bem como dar a minha opinião pessoal sobre vários temas que têm sido discutidos a par do vírus. (Espero estar a partilhar uma opinião suficientemente informada, mas se disser algum disparate, agradeço que me corrijam nos comentários.)

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Quando a Ciência precedeu a Ética: histórias de experiências em humanos – parte V

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“Fizemos tudo o que os adultos fariam. O que é que falhou?” [1]

Esta frase de William Golding no seu famoso “O Deus das Moscas” (1954) ilustra o pessimismo do autor sobre a natureza humana. Sem restrições sociais, quais seriam os instintos naturais que iriam imperar? Não somos uma tábula rasa [2], pelo que devemos ter uma tendência natural para cooperar ou competir, para partilhar ou roubar, para sermos altruístas ou sádicos, para amar ou odiar. É curioso observar que muitos desculpam comportamentos egoístas, ou até tirânicos em indivíduos que possuem uma posição de poder. A racionalização implícita é que as circunstâncias justificam o comportamento. Será que justificam?

Philip Zimbardo propôs-se a responder a uma questão semelhante no começo da década de 1970: será que a então conhecida brutalidade dos guardas prisionais americanos poderia ser atribuída a uma personalidade particularmente sádica dos guardas, ou será que as circunstâncias do trabalho numa prisão poderiam em parte ditar o comportamento?

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