Medir o Mundo – Parte IV

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Na terceira parte falei de electrostática e da medição de carga eléctrica. Passo agora à carga em movimento, isto é, corrente eléctrica. Irei também falar de medir tensões eléctricas e campos magnéticos. Compreender e medir o electromagnetismo esteve na base de uma das maiores revoluções civilizacionais que a humanidade protagonizou.

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Medir o Mundo – Parte III

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Já sabemos como medir distâncias, tempos, massas, velocidades, pressões e temperaturas. Faço notar que a partir destas podem inferir como medir muitas outras, as quais, por isso, não irei detalhar (áreas, volumes, frequências, acelerações, forças, etc.).

Nesta terceira parte vou-me focar apenas na medição de cargas eléctricas. Começo, porém, por dar uma breve introdução sobre electrostática, de forma a que possamos compreender aquilo que estamos a medir.

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Medir o Mundo – Parte II

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Na primeira parte falei-vos de como medir distâncias, tempos e massas. Nesta segunda parte vou explicar como medir velocidades, pressões e temperaturas.

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Medir o Mundo – Parte I

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Já aqui falei de como medir o raio da Terra, a distância da Terra à Lua, da Terra ao Sol e da Terra a outras estrelas. Neste artigo vou-me antes focar nas medições que fazemos no nosso dia-a-dia, não só de distâncias, mas de muitas outras grandezas físicas, como o tempo, a massa, a temperatura, a velocidade, a corrente eléctrica, entre outras.

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A atracção do nada: o Efeito Casimir

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Os nossos sentidos permitem-nos assimilar parte da “realidade” que nos rodeia. A essência existencial da realidade é um tema recorrente da Filosofia que tem sido progressivamente alimentado pelo crescente conhecimento que temos adquirido na caracterização tecnologicamente ampliada da experiência sensorial. No século XX, a Física obrigou-nos a aceitar que o nosso senso comum não é aplicável a certas escalas que transcendem os nossos sentidos naturais: na escala do muito grande surge-nos a Relatividade Restrita e Geral de Albert Einstein que descreve distorções no próprio “tecido” do espaço-tempo; enquanto que na escala do muito pequeno encontramos a Mecânica Quântica que retrata a forma como as partículas deixam de ter posições bem definidas tanto no espaço como no tempo, o que por sua vez permite um conjunto de fenómenos bizarros, como seja a “spooky action at a distance” 1, ou o gato de Schrödinger2.

Neste artigo vou-vos falar de um desses fenómenos bizarros: o efeito Casimir. Foi previsto teoricamente em 1948 pelo físico holandês Hendrik Casimir, e confirmado com experiências em 1997 por Steve Lamoreaux.

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Energia Nuclear – Parte III

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Na primeira e segunda partes falei-vos da fissão nuclear, que consiste em “fragmentar” elementos químicos noutros mais “pequenos”. O processo oposto também é possível: podem-se fundir núcleos atómicos dando origens a elementos “maiores” (mais pesados). Esta é a fusão nuclear, o processo pelo qual o Sol gera a energia que emite.

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Energia Nuclear – Parte II

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Na primeira parte falei-vos da História e da Física que conduziram à detonação das bombas nucleares em Hiroshima e Nagasaki. Nesta segunda parte vou-me focar na aplicação pacífica, ainda que controversa, desta tecnologia em reactores nucleares.

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Energia Nuclear – Parte I

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A 6 de Agosto de 1945, os Estados Unidos usaram a primeira bomba atómica em cenário de guerra contra o Japão, em Hiroshima, seguida de uma outra largada sobre Nagasaki 3 dias depois. A humanidade sentiu então que uma Caixa de Pandora tinha sido aberta… Jamais seria possível fechar ou esquecer esta caixa. Contudo, ao contrário da caixa do mito grego que continha todos os males do mundo, esta tecnologia tem também benefícios quando usada para gerar energia eléctrica. Ainda assim, mesmo na sua vertente pacífica o seu uso continua a ser contestável devido aos riscos de acidente, bem como devido à produção de lixo radioactivo. Chernobyl e mais recentemente Fukushima parecem sugerir que talvez os riscos sejam injustificáveis. Qual a sua opinião? Todos temos direito a ter uma opinião, contudo só opiniões informadas são dignas de ser discutidas. Neste artigo pretendo resumir a informação que creio ser-lhe útil. Na primeira parte vou-me focar na História e na física da fissão nuclear.

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A beleza do arco-íris

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Neste artigo proponho-me a explicar-vos como é que o arco-íris se forma. Antes de começar, permitam-me que ataque a velha ideia de que um olhar científico e mecanicista destrói a beleza natural, emotiva de um dado objecto ou fenómeno. Pelo contrário, quando compreendemos um dado fenómeno somos capazes não só de o ver “como um danado” (Alberto Caeiro), mas também de nos maravilharmos com os detalhes ocultos ao olhar ignorante.

Feynman diz-nos isto mesmo numa das suas famosas entrevistas:

A ciência apenas adiciona à nossa percepção de beleza, nunca subtrai!

Espero que este artigo consiga provar isto mesmo a quem não estiver convencido.

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Caminhos de ferro curvos e outras diabruras

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Quem terá curvado o caminho de ferro da foto de cima? Alegadamente, um dia de muito calor! Como já referi num artigo anterior (Balão de Ar Quente), a maioria dos materiais têm tendência a expandir quando aquecidos (e encolhem quando arrefecidos). Como evitar problemas como o de cima? De que modo podemos usar isso para nosso proveito?

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