“Gigantes da Ciência” em Benedita

DSC04227

No passado dia 21 de Novembro tive o prazer de dar uma pequena palestra no Centro Cultural Gonçalvez Sapatinho do Externato Cooperativo da Benedita na companhia do Prof. Carlos Fiolhais:

Continuar a ler

“Gigantes da Ciência”, Benedita, 2018/11/21

benedita.jpg

No próximo dia 21 de Novembro, quarta-feira, irei estar no Centro Cultural Gonçalves Sapinho em Benedita pelas 12h00, onde irei dar uma palestra na inauguração da “Exposição Gigantes da Ciência”. O evento, que é aberto ao público, irá contar também com a presença do Prof. Carlos Fiolhais.

Na minha palestra irei falar um pouco sobre divulgação de ciência, sobre o meu livro, “Para Além dos Ombros de Gigantes”, e ainda um pouco sobre a investigação que faço em epilepsia.

Continuar a ler

Capacidades sobre-humanas

brain

O nosso cérebro é a máquina biológica mais complexa que conhecemos. Permanece um mistério compreender a forma como este órgão de pouco mais de um quilograma (1,3 a 1,4 kg) consegue criar uma imagem virtual do mundo na actividade das suas células. Como é que percepcionamos o que nos rodeia? Como é que pensamos? Como é que da interacção entre neurónios emerge uma identidade auto-consciente?

Além destas questões, podemos também reconhecer que o cérebro humano tem por vezes capacidades ainda mais extraordinárias. Neste artigo vou falar-vos de dois indivíduos que usufruíram de capacidades muito acima da média.

Continuar a ler

A ditadura da verdade

truth

“You are not entitled to your opinion. You are entitled to your informed opinion. No one is entitled to be ignorant.” Harlan Ellison

Traduzindo a frase de Harlan Ellison: “Tu não tens direito à tua opinião. Tu tens direito à tua opinião informada. Ninguém tem direito a ser ignorante.”

A democracia, para se defender a ela própria, necessita de estabelecer limites às liberdades que oferece. Em particular, a liberdade de expressão tem que ser regulamentada de alguma forma.

Continuar a ler

O seu cão não cheira melhor que você!

dog suit

É comum considerar-se que os cães têm excelente olfacto, estando implícito (ou explícito) que o nosso, o dos humanos, não é tão bom. Aliás, tendo em conta que as nossas vidas dependem principalmente do que vemos e ouvimos, o dom de cheirar é relegado para segundo plano e assumimos que o nosso sistema de identificação de cheiros não deve ser grande coisa. Porque é que haveria de ser?! Coloca-se também a questão: será que o nosso nariz serve apenas para enfeitar a cara (ou distorcê-la)?

Continuar a ler

A beleza abstracta – Parte II

math_beauty

Neste artigo apresento-vos os cinco mais belos teoremas da Matemática de acordo com a votação organizada pela Mathematical Intelligencer. Na primeira parte já vos falei da soma infinita dos inversos dos quadrados dos números naturais (5º lugar); dos sólidos platónicos (4º lugar); e da demonstração de que existem infinitos números primos (3º lugar).

Continuar a ler

A beleza abstracta – Parte I

E8

Qual a origem da beleza? Ou melhor, qual a origem do enlevo que sentimos quando percepcionamos algo que definimos como belo? A simetria, a coerência e a simplicidade são alguns dos elementos que parecem compor a harmonia daquilo que genericamente sentimos ser belo. Somos atraídos pela beleza sem que a razão pareça ter um argumento que justifique esta valorização abstracta inadvertida. Encontramos esse encanto não só no mundo material, como também no mundo das ideias. Admiramos noções simples que têm o dom de elucidar conceitos complexos. Atrai-nos a magia aparente de uma ideia que parece transcender os limites da razão que a criou.

Em 1988, a revista Mathematical Intelligencer criou uma votação para os seus leitores elegerem os teoremas mais belos da Matemática [1]. Alguns deles já os referi noutros artigos, como a demonstração do π ser um número transcendental, bem como a da raiz quadrada de 2 ser um número irracional. Neste artigo vou descrever o top 5.

Continuar a ler