A beleza abstracta – Parte II

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Neste artigo apresento-vos os cinco mais belos teoremas da Matemática de acordo com a votação organizada pela Mathematical Intelligencer. Na primeira parte já vos falei da soma infinita dos inversos dos quadrados dos números naturais (5º lugar); dos sólidos platónicos (4º lugar); e da demonstração de que existem infinitos números primos (3º lugar).

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A beleza abstracta – Parte I

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Qual a origem da beleza? Ou melhor, qual a origem do enlevo que sentimos quando percepcionamos algo que definimos como belo? A simetria, a coerência e a simplicidade são alguns dos elementos que parecem compor a harmonia daquilo que genericamente sentimos ser belo. Somos atraídos pela beleza sem que a razão pareça ter um argumento que justifique esta valorização abstracta inadvertida. Encontramos esse encanto não só no mundo material, como também no mundo das ideias. Admiramos noções simples que têm o dom de elucidar conceitos complexos. Atrai-nos a magia aparente de uma ideia que parece transcender os limites da razão que a criou.

Em 1988, a revista Mathematical Intelligencer criou uma votação para os seus leitores elegerem os teoremas mais belos da Matemática [1]. Alguns deles já os referi noutros artigos, como a demonstração do π ser um número transcendental, bem como a da raiz quadrada de 2 ser um número irracional. Neste artigo vou descrever o top 5.

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Apresentação do livro “Para Além dos Ombros de Gigantes” – Porto

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No dia 28 de Julho às 18h00, no Ateneu Comercial do Porto, irei fazer uma nova apresentação do meu livro “Para Além dos Ombros de Gigantes”. Para quem não teve oportunidade de comparecer às apresentações em Lisboa, Aveiro, Coimbra e Leiria, esta é a vossa chance!

O Ateneu Comercial do Porto fica na Rua Passos Manuel, 44; 4000-381 Porto.

Podem expressar o vosso desejo de participar neste evento do facebook.

Recordo que o livro é uma colectânea de artigos de divulgação de Ciência dirigidos ao público em geral.

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Negligência Paradoxal

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Nem tudo o que parece é. Não obstante a existência de paradoxos, é por norma boa prática assumir que uma contradição merece escrutínio. Neste artigo vou abordar uma aparente contradição que por vezes emerge quando analisamos dados de forma categorizada e de forma conjunta. Este tipo de contradição é conhecida como Paradoxo de Simpson, em referência ao matemático britânico Edward Simpson (1922-?) que descreveu o fenómeno em 1951.

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“A alma está morta”

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Friedrich Nietzsche escreveu “Deus está morto”, um aforismo iluminista que anunciava que Deus não tinha de existir para dar sentido à nossa existência. De facto, o Iluminismo trouxe uma nova Filosofia baseada no poder demonstrado pela Ciência em explicar a natureza. Ilustrativo disso mesmo, Napoleão terá questionado Pierre-Simon Laplace sobre o facto deste ter escrito um livro sobre o funcionamento do universo sem contudo mencionar o criador. Laplace terá respondido: “Je n’avais pas besoin de cette hypothèse-là.” (“Não precisei de tal hipótese.”)

De forma semelhante, podemos também matar o conceito de “alma”, “espírito”, “essência”, ou o que quer que se queira chamar àquilo onde reside o nosso “Eu”!
Quais as evidências para afirmar tal coisa?

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Doação da Primeira Edição

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Aproveito o dia Mundial do livro para informar que as receitas da primeira edição do livro “Para Além dos Ombros de Gigantes” vão ser doadas à “Kakenya’s Dream”. Trata-se de um projecto fundado em 2008 que visa educar e dar opções a raparigas que de outro modo dificilmente poderiam sonhar com um futuro melhor.

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