A ditadura da verdade

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“You are not entitled to your opinion. You are entitled to your informed opinion. No one is entitled to be ignorant.” Harlan Ellison

Traduzindo a frase de Harlan Ellison: “Tu não tens direito à tua opinião. Tu tens direito à tua opinião informada. Ninguém tem direito a ser ignorante.”

A democracia, para se defender a ela própria, necessita de estabelecer limites às liberdades que oferece. Em particular, a liberdade de expressão tem que ser regulamentada de alguma forma.

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A Falsa Ciência – Parte II

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Na primeira parte falei-vos dos problemas do jornalismo científico, da forma como se deve encarar a vanguarda científica, e de como o “sistema científico” actual parece promover um certo descuidado por parte dos cientistas. Nesta segunda parte irei focar-me com maior detalhe nessa negligência científica. Creio que o assunto deva ser do interesse de todos, cientistas e leigos, porque o tal “sistema” funciona na verdade com a participação de todos. Espero, em particular, que este artigo permita ao leitor aguçar o seu olhar crítico em relação às notícias que lê, sabendo ser céptico quando o deve ser.

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Ciência versus Religião

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Já aqui falei sobre ciência e religião (ver os Mal-entendidos sobre Ciência e Religião), mas ficou muito por dizer. Irei aqui continuar essa divagação. Assim, este artigo terá também um cunho bastante pessoal. Mais uma vez convido o leitor a comentar, principalmente se encontrar incoerências ou algo com que não possa concordar. (Neste texto, as religiões em foco serão principalmente o cristianismo, judaísmo e islamismo.)

A curiosidade é uma característica intrínseca ao ser humano que se manifesta nas questões em que pensamos. As questões são em geral sempre as mesmas, o que difere são as respostas. Uma questão sem resposta representa algo que desconhecemos, que não controlamos e que por isso tememos. Torna-se então necessário inventar uma resposta para que nos possamos iludir que temos controlo sobre aquilo que receávamos. Este é o papel da religião; ou melhor, das religiões, porque é sempre possível inventar várias respostas diferentes. Em contraste, se apenas aceitarmos como verdade aquilo que podemos provar e verificar com base na lógica e na natureza, descobrimos a ciência (que é necessariamente única).

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Mal-entendidos sobre Ciência e Religião

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Nunca aqui publiquei artigos de crítica directa a outros artigos, contudo desta vez vou fazer uma excepção. Assim, este texto vai refletir um pouco da minha opinião pessoal, a qual é evidentemente parcial e discutível. Se o leitor se sentir incomodado com alguma das minhas observações, proponho-lhe que exponha os seus pontos de vista nos comentários.

Irei focar-me no recente artigo “Misconceptions of science and religion found in new study” (Mal-entendidos encontrados num novo estudo sobre ciência e religião). Se o leitor não tiver vontade de ler o artigo original em inglês, não se preocupe, porque em seguida traduzo as partes que quero comentar (sem remover um possível contexto que invalidasse a minha crítica). O estudo foi realizado pela socióloga Elaine Howard Ecklund e foi apresentado o mês passado na conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (American Association for the Advancement of Science – AAAS).

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Criar Ciência

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Neste artigo de tom opinativo vou divagar um pouco sobre o processo de criação de novo conhecimento científico. Trata-se de uma reflexão pessoal e por isso parcial, que muitas vezes fará mais sentido no âmbito da Física e menos noutras áreas da Ciência. Será dirigido ao leigo comum que muitas vezes tem uma ideia errada sobre a Ciência e sobre os cientistas.

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The New Secret

Sendo hoje o “Dia da Criança” vou libertar a criança que há em mim e, como tal, nada melhor que começar com uma birra. Sendo assim, este post de hoje será mais de opinião pessoal.

The New Secret (o novo segredo) é: o primeiro é falso. Ou para ser mais justo: não temos nenhuma razão para acreditar que é verdadeiro.

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