Energia Nuclear – Parte I

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A 6 de Agosto de 1945, os Estados Unidos usaram a primeira bomba atómica em cenário de guerra contra o Japão, em Hiroshima, seguida de uma outra largada sobre Nagasaki 3 dias depois. A humanidade sentiu então que uma Caixa de Pandora tinha sido aberta… Jamais seria possível fechar ou esquecer esta caixa. Contudo, ao contrário da caixa do mito grego que continha todos os males do mundo, esta tecnologia tem também benefícios quando usada para gerar energia eléctrica. Ainda assim, mesmo na sua vertente pacífica o seu uso continua a ser contestável devido aos riscos de acidente, bem como devido à produção de lixo radioactivo. Chernobyl e mais recentemente Fukushima parecem sugerir que talvez os riscos sejam injustificáveis. Qual a sua opinião? Todos temos direito a ter uma opinião, contudo só opiniões informadas são dignas de ser discutidas. Neste artigo pretendo resumir a informação que creio ser-lhe útil. Na primeira parte vou-me focar na História e na física da fissão nuclear.

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Criar Ciência

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Neste artigo de tom opinativo vou divagar um pouco sobre o processo de criação de novo conhecimento científico. Trata-se de uma reflexão pessoal e por isso parcial, que muitas vezes fará mais sentido no âmbito da Física e menos noutras áreas da Ciência. Será dirigido ao leigo comum que muitas vezes tem uma ideia errada sobre a Ciência e sobre os cientistas.

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Leis de Conservação I

Lavoisier afirmou que “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”, em referência à Lei da Conservação da Massa (ou Lei de Lavoisier*). Por outras palavras, colocando uma certa massa sobre uma balança, o seu peso será invariável independentemente do que se fizer com a massa, nomeadamente reacções químicas (assumindo que as condições gravíticas não variam, e a balança não varia a sua inércia, ou seja, em condições tais que a medição do peso não varie, claro).

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Movimento Browniano


Em 1827, Robert Brown colocou grãos de pólen em água (a flutuar) e observou ao microscópio. Para sua surpresa verificou que os grãos de pólen realizavam um movimento irregular e pareciam nunca parar quietos. De onde viria aquele movimento? Brown supôs que as partículas de pólen estavam “vivas”! Este curioso movimento ficou conhecido como “movimento browniano”.

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Teoria das Cordas – FAQ

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Neste blog já publiquei um outro post sobre a Teoria das Cordas, pelo que este tem uma abordagem um pouco diferente da desse – ainda mais simples e com menos detalhe. Aqui tentarei responder a algumas das questões típicas sobre a teoria. O facto de não entrar em pormenores também se deve ao facto de eu próprio não saber muito do tema. Para terem uma ideia, é uma teoria que nunca se ensina num curso “normal” de Física, em nível de licenciatura ou mestrado. Só mesmo quem quiser fazer investigação na área é que a começa a estudar. Bom, neste caso, a razão não é apenas por ser uma teoria bastante complexa – de facto, o impasse em que ela se encontra actualmente deve-se em grande parte a isso mesmo, dado que a matemática envolvida transcende em grande medida a matemática necessária para a maioria das outras teorias físicas que existem. A razão principal é por ser uma ser teoria incompleta e, por isso, apenas uma hipótese entre outras para explicar o seu domínio de aplicação, enquanto que em cursos de Física só se aprende, como é natural, as teorias completas e confirmadas pela experiência, aquelas que não têm alternativas à altura discutíveis no mundo científico.

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O Mundo das Partículas – Parte I

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Talvez alguns de vós já se tenham deparado com “nomes” para partículas que não fazem a mínima ideia do que querem dizer, apenas sabem que deve ser algo pequeno, algo que só os cientistas compreendem, algo que parece ter tanto de real, quanto as histórias do tio patinhas.

Neste artigo irei tentar referir a maioria dos nomes que aparecem nesse complicado mundo, que apesar de na sua maioria ainda nos estar vendado, com o progresso da tecnologia vamos progressivamente explorando e conquistando. Serei sempre breve, para que o artigo não fique demasiado grande e enfadonho, ainda assim, irei fazendo ocasionalmente algumas observações pessoais. Caso não fiquem satisfeitos com alguma explicação, poderão pedir nos comentários para eu detalhar mais algum assunto.

(English version: World of Particles I.)

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Buracos Negros

Começo pela pergunta evidentemente necessária: os buracos negros existem mesmo?

Apesar de ainda nem tudo ser claro sobre eles, os buracos negros existem.

(English version: Black Holes.)

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