Memória – Parte III

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Na Parte I introduzi conceitos gerais sobre a memória, dando ênfase ao caso emblemático do paciente H.M.; na Parte II discuti em maior detalhe a memória explícita; e, finalmente, nesta Parte III vou debruçar-me sobre a memória implícita.

Como referido na Parte I, a memória implícita não depende de esforço consciente para ser recordada: um tenista, por exemplo, não precisa de durante o jogo recordar-se como jogou nos treinos, para que a prática adquirida nos treinos se espelhe na sua forma de jogar. Essa “prática adquirida” é uma memória implícita. Este tipo de memória não pode ser expresso em palavras, sendo a sua existência antes verificável através da performance do indivíduo numa tarefa motora e/ ou perceptual.

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Memória – Parte I

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A faculdade mental mais facilmente reconhecível é a memória, a qual tem um papel primordial em todas as outras. Se por um lado aprender é o processo pelo qual adquirimos conhecimento do mundo, a memória é o que permite armazenar essa informação. Para tal, a informação recebida através dos nossos sentidos é de algum modo codificada numa “linguagem” que o cérebro “compreende”, “arquivada”, para mais tarde poder ser usada.

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