A beleza abstracta – Parte I

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Qual a origem da beleza? Ou melhor, qual a origem do enlevo que sentimos quando percepcionamos algo que definimos como belo? A simetria, a coerência e a simplicidade são alguns dos elementos que parecem compor a harmonia daquilo que genericamente sentimos ser belo. Somos atraídos pela beleza sem que a razão pareça ter um argumento que justifique esta valorização abstracta inadvertida. Encontramos esse encanto não só no mundo material, como também no mundo das ideias. Admiramos noções simples que têm o dom de elucidar conceitos complexos. Atrai-nos a magia aparente de uma ideia que parece transcender os limites da razão que a criou.

Em 1988, a revista Mathematical Intelligencer criou uma votação para os seus leitores elegerem os teoremas mais belos da Matemática [1]. Alguns deles já os referi noutros artigos, como a demonstração do π ser um número transcendental, bem como a da raiz quadrada de 2 ser um número irracional. Neste artigo vou descrever o top 5.

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O Fascínio dos Números – Parte IV

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Já vos falei de números naturais, inteiros, racionais, irracionais, transcendentais, reais (primeira parte), imaginários, complexos, transfinitos, primos (segunda parte), perfeitos, amigos, e normais (terceira parte). Não esgotei o tema sobre conjuntos de números, mas opto agora dirigir a vossa atenção para certas individualidades: números que por algum motivo se distinguem dos outros por terem certas propriedades especiais. Passemos a conhecê-los.

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