Entrevista para o Barómetro Social

Fui recentemente entrevistado pelo João Aguiar do Barómetro Social. Nesta entrevista questionaram-me sobre a problemática da pseudociência, sobre a importância de reportar resultados negativos na ciência e ainda sobre o impacto da divulgação de ciência na sociedade.

A entrevista foi publicada aqui – Plataforma do Barómetro Social, uma iniciativa do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto.

Copio para aqui a entrevista completa*:

Continuar a ler

Quando a Ciência precedeu a Ética: histórias de experiências em humanos – parte V

page-header

“Fizemos tudo o que os adultos fariam. O que é que falhou?” [1]

Esta frase de William Golding no seu famoso “O Deus das Moscas” (1954) ilustra o pessimismo do autor sobre a natureza humana. Sem restrições sociais, quais seriam os instintos naturais que iriam imperar? Não somos uma tábula rasa [2], pelo que devemos ter uma tendência natural para cooperar ou competir, para partilhar ou roubar, para sermos altruístas ou sádicos, para amar ou odiar. É curioso observar que muitos desculpam comportamentos egoístas, ou até tirânicos em indivíduos que possuem uma posição de poder. A racionalização implícita é que as circunstâncias justificam o comportamento. Será que justificam?

Philip Zimbardo propôs-se a responder a uma questão semelhante no começo da década de 1970: será que a então conhecida brutalidade dos guardas prisionais americanos poderia ser atribuída a uma personalidade particularmente sádica dos guardas, ou será que as circunstâncias do trabalho numa prisão poderiam em parte ditar o comportamento?

Continuar a ler

Quando até os especialistas dizem disparates…

facepalm

Michio Kaku apareceu no mês passado nas notícias a defender que neste momento as evidências indicam que os OVNIs (ou UFOs em inglês) existem e deu a entender que a sua origem deve ser extra-terrestre:

Continuar a ler