Teoria das Cordas – FAQ

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Neste blog já publiquei um outro post sobre a Teoria das Cordas, pelo que este tem uma abordagem um pouco diferente da desse – ainda mais simples e com menos detalhe. Aqui tentarei responder a algumas das questões típicas sobre a teoria. O facto de não entrar em pormenores também se deve ao facto de eu próprio não saber muito do tema. Para terem uma ideia, é uma teoria que nunca se ensina num curso “normal” de Física, em nível de licenciatura ou mestrado. Só mesmo quem quiser fazer investigação na área é que a começa a estudar. Bom, neste caso, a razão não é apenas por ser uma teoria bastante complexa – de facto, o impasse em que ela se encontra actualmente deve-se em grande parte a isso mesmo, dado que a matemática envolvida transcende em grande medida a matemática necessária para a maioria das outras teorias físicas que existem. A razão principal é por ser uma ser teoria incompleta e, por isso, apenas uma hipótese entre outras para explicar o seu domínio de aplicação, enquanto que em cursos de Física só se aprende, como é natural, as teorias completas e confirmadas pela experiência, aquelas que não têm alternativas à altura discutíveis no mundo científico.

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Teoria das Cordas

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Em Ciência, em particular na Física, para se resolver um problema começasse por o simplificar ao máximo (existe a anedota que conta que um Físico para calcular o volume de uma vaca, a considera, em primeira aproximação, uma esfera), depois, à medida que vai obtendo soluções e comparando com os resultados experimentais, vai compreendendo quais são as aproximações a evitar, de modo a aproximar-se cada vez mais da solução que melhor corresponde à realidade. No entanto, ainda que a complexidade vá gradualmente aumentando, procura-se em simultâneo verificar as relações que podem simplificar o problema. Estas relações não estão por norma “visíveis” na primeira abordagem simplista, e constituem por norma o conhecimento mais sólido que se tem sobre o problema, permitindo o evoluir da solução.

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Buracos Negros

Começo pela pergunta evidentemente necessária: os buracos negros existem mesmo?

Apesar de ainda nem tudo ser claro sobre eles, os buracos negros existem.

(English version: Black Holes.)

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Relatividade Geral

Este artigo é como que a continuação do artigo sobre a Relatividade Restrita, o qual aconselho a ler previamente.

(English version: General Relativity.)

Um dos postulados das leis de Newton diz que se temos um corpo sujeito a uma força, se esta força deixar de atuar, então o corpo adoptará um movimento rectilíneo uniforme, ou seja, segue um trajeto recto com velocidade constante (supondo que não exista nenhuma força a atuar sobre o corpo). Ou seja, se tivermos um planeta em órbita em torno de uma estrela, se supusermos que a estrela “desaparece”, segundo as leis de Newton o planeta deixará imediatamente a sua órbita elíptica e tomará um trajeto recto. Ora, Einstein tinha postulado que nada se propaga a velocidade superior à da luz, logo o planeta não poderia “saber” instantaneamente que a estrela tinha deixado de existir e, portanto, “tinha que alterar a sua órbita”, por outras palavras: desde que a estrela deixara de existir até o planeta alterar a sua trajetória teria que decorrer um certo tempo, no qual o planeta permaneceria na sua órbita como se a estrela ainda lá estivesse.

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