Quando a Ciência precedeu a Ética: histórias de experiências em humanos – parte III

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Já terão de certo ouvido a alegação de que os video jogos, bem como a violência em geral que é transmitida em inúmeros programas televisivos pode ter um impacto negativo no desenvolvimento das crianças. Em particular, poderá torná-las mais propensas a comportamentos violentos. Será que esta alegação tem alguma base científica? De que forma é que a poderíamos testar?

Depois da história de Mary Rafferty e da Experiência com o Pequeno Albert, vou-vos agora falar das famosas experiências de Albert Bandura com crianças e o boneco Bobo.

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Quando a Ciência precedeu a Ética: histórias de experiências em humanos – parte II

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Na primeira parte falei-vos da história de Mary Rafferty, uma cobaia humana que sofreu choques eléctricos no seu cérebro de forma a que Roberts Bartholow descobri-se a função de várias regiões cerebrais. Da Neurologia passo para a Psicologia para vos falar de uma das experiências mais famosas na História desta: a Experiência com o Pequeno Albert (do inglês, “Little Albert experiment”).

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Quando a Ciência precedeu a Ética: histórias de experiências em humanos – parte I

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A procura por novo conhecimento pode, por vezes, conduzir a questões de carácter ético. Os fins podem nem sempre justificar os meios. Porém, há questões éticas que são subjectivas e há também quem não se queira preocupar com elas. Além disso, os valores éticos têm variado ao longo do tempo e mesmo hoje em dia são diferentes em civilizações diferentes. Por exemplo, nas sociedades ocidentais é típico a medicina dar prioridade à opinião do indivíduo em detrimento do seu bem-estar. Trata-se do princípio bioético da autonomia. Tal princípio é relativamente moderno e não é tido em conta de igual forma em todas as sociedades actuais.

Assim, sem surpresa, quando olhamos para o passado da ciência encontramos múltiplas histórias de terror. A ética nem sempre terá sido desprezada, pois em certos casos ou os princípios éticos ainda não estavam estabelecidos, ou a ignorância terá cegado os cientistas em causa das possíveis consequências das suas experiências. O que é certo é que a ética (ou a componente legal que a acompanha) acabou por evoluir como reacção a algumas das histórias que se seguem. Nesta primeira parte vou-me focar na história de Mary Rafferty.

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Quando até os especialistas dizem disparates…

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Michio Kaku apareceu no mês passado nas notícias a defender que neste momento as evidências indicam que os OVNIs (ou UFOs em inglês) existem e deu a entender que a sua origem deve ser extra-terrestre:

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O plano complexo

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Já aqui falei de números imaginários e complexos. Neste artigo vou abordar a sua representação geométrica. Como representar uma quantidade imaginária no espaço?

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O que está mal com o sistema científico?

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A ciência é o conhecimento que temos sobre nós e tudo o que nos rodeia. Não sabemos tudo e por isso existem cientistas: pessoas que estudam as questões em aberto na ciência. Como toda a gente, os cientistas não vivem do ar e, por isso, existe todo um sistema que permite financiar os cientistas e a ciência. É deste “sistema científico” que vou falar neste artigo; um sistema que, paradoxalmente, promove “má ciência”, isto é, trabalho de fraca qualidade no explorar das fronteiras do conhecimento.

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O que nos vai na cabeça? – parte IV

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Nesta quarta e última parte vou abordar uma outra técnica para ler “o que nos vai na cabeça”: o PET scan, isto é, Positron Emission Tomography (tomografia por emissão de positrões). Recordo que nas partes I, II e III deste artigo falei de electroencefalografia (EEG), magnetoencefalografia (MEG) e imagem por ressonância magnética funcional (fMRI).

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