O que nos vai na cabeça? – parte IV

Patient entering Magnetic Resonance Imaging (MRI) scanner

Nesta quarta e última parte vou abordar uma outra técnica para ler “o que nos vai na cabeça”: o PET scan, isto é, Positron Emission Tomography (tomografia por emissão de positrões). Recordo que nas partes I, II e III deste artigo falei de electroencefalografia (EEG), magnetoencefalografia (MEG) e imagem por ressonância magnética funcional (fMRI).

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O que nos vai na cabeça? – parte III

fmri_scan

Já vos falei de electroencefalogramas e magnetoencefalogramas para medir sinais eléctricos e magnéticos produzidos pelo cérebro (ver primeira e segunda parte deste artigo). Que mais podemos medir? Nesta terceira parte vou abordar a técnica que é quiçá a mais famosa actualmente para medir actividade cerebral: a imagem por ressonância magnética funcional, ou fMRI do inglês functional Magnetic Resonance Imaging. Mas antes dela, terei que referir o CT scan e o MRI.

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O que nos vai na cabeça? – parte II

brain-measure

Na primeira parte falei-vos da tecnologia telepática de Hans Berger, o electroencefalograma.  O que é que o electroencefalograma mede? De que forma é que mede? Ainda é usado? O que mudou? E para lá do electroencefalograma, o que temos?

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O que nos vai na cabeça? – parte I

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“O que te vai na cabeça?” – pergunta a Ana ao João, ao que este responde: “Não estou a pensar em nada.” Insatisfeita com a resposta, a Ana insiste: “Posso verificar?” Surpreendido, o João retribui: “Como?!” A Ana sorri e responde de forma enigmática: “Usando a tecnologia telepática de Berger, claro.” O que queria a Ana dizer com isto? Podemos de facto ler a mente de outra pessoa? Neste artigo irei falar-vos das várias tecnologias que nos permitem ler a actividade cerebral (mas não necessariamente a “mente”).

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O paciente “Tan”

PhrenologyPix

Em 1864, o médico e anatomista francês Paul Broca anunciou a sua célebre frase: “Nós falamos com o hemisfério esquerdo!” Por outras palavras, Broca afirmou que a nossa capacidade de comunicar está localizada no lado esquerdo do nosso cérebro. Como é que ele chegou a esta conclusão? Seria Broca um frenologista? Será que evidências posteriores confirmaram as suas observações? Se não sabe o que foi a Frenologia, não se preocupe, é em parte bom sinal! Antes de esclarecer o que foi essa pseudociência, comecemos por conhecer o famoso paciente “Tan”.

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Ciência, Ética e Religião – parte II

ethics

Dando seguimento à primeira parte, irei continuar aqui o comentário ao texto de Hierotheos Vlachos, sobre a visão da Igreja Ortodoxa em questões de bioética [1].  Como disse na primeira parte, creio que o artigo tem muitos mal-entendidos que não dizem respeito apenas à Igreja Ortodoxa, pelo que creio justificar-se este comentário (que terá um cunho pessoal e opinativo, embora tente ser em geral imparcial). Irei citar a azul fragmentos do texto supramencionado de forma a comentá-los um a um.

“Não sei se Deus irá permitir a produção de clones humanos num laboratório, seres com corpo humano, mas sem alma. Tal não existe de momento, porque a vida de uma pessoa está ligada de forma misteriosa à sua alma.”

O curioso nesta asserção é o facto de não haver forma de verificar se existe “alma”. A alma não é algo que permita ser observado ou de alguma forma examinado, pelo que é um pouco ridículo ter-se o receio de que possa surgir um clone sem alma. Como é que saberíamos que não tinha alma? Que diferença faria? Se a alma de facto existe, como ter a certeza que toda as pessoas têm uma? Porque é que um clone haveria de ser especial (não ter alma)? Como discuti noutro artigo, para já não há razões científicas para acreditar que de facto existe alma.

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Filosofia

rodinthethinker

Este artigo serve para anunciar uma nova secção temática neste blogue: Filosofia.

Porquê esta nova secção? Porque me parece importante fazer a ligação entre a Ciência conhecida e as “grandes questões” da Filosofia. Por outro lado, é bom recordar que a Filosofia é a mãe de todas as Ciências, pelo que compreendê-la melhor permite-nos entender melhor a Ciência.

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